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Pedro Nogueira Photography

Um blog para mostrar as minhas fotos e para escrever sobre tudo o que me vier à cabeça …assim haja tempo.

Ainda há quem se ofenda...

19
Dez17

Ainda há quem se ofenda quando se diz que a internet veio dar voz aos imbecis.

Eles estão em todo o lado que nem zombies num filme de série B.

São as sopeiras e os seus 'likes' nas selfies em frente ao espelho, o CM, a TVI, a Madonna e o Venfique, as novelas, o jet que só chega a 3,5, os pacóvios dos novos-ricos a mostrar que já não comem só pão com pão, o burgesso que não sabe desenhar um risco mas julga que sabe escrever e, pior ainda, julga que sabe pensar e por aí fora…

Isto é num jornal de economia e sobre a Bitcoin. Não queiram ir ver os comentários das notícias respeitantes ao futebol.

Se quiserem confirmar, a notícia está neste link.

 

Sobre a Bitcoin 650px.jpg

Likes, kudos e outros quejandos para massajar o ego a tolos

13
Mar17

Um título de post maior que 'Non ou a Vã Glória de Mandar' e porventura quase tão mau como o filme.

Passo a explicar mas permitam-me que deixe a minha questão central para o fim.

Não são poucas as vezes que tento chamar à atenção de algumas pessoas, na maior parte dos casos em vão, para a total ausência de valor que têm uns Kudos recebidos no Strava ou uns Likes no Facebook, Instagram ou aplicações similares.

…assim como a obrigação de os fazer. Quando é apenas para retribuir, pior ainda.

É pior que o cão atrás do rabo. Pescadinhas de rabo na boca que não acabam mais.

O importante é o que nós fazemos, se gostamos e se nos superamos.

 

-Ai a fulana tal fez-me um like na foto coiso.

-Olha o coiso deu-me kudos na volta tal.

-Tenho de lá ir fazer um like numa foto dela.

-Tenho de ir dar kudos no coiso dele.

 

Eh pah!, este último exemplo não soa lá muito bem.

 

Como eu costumo dizer, fazem scroll com o dedo médio e like com o indicador mas mais valia que enfiassem os dois pelo próprio rabinho acima.

 

Ontem, pela primeira vez e apenas a título de graçola, coloquei um vídeo no Instagram.

Uma coisa banalíssima que não tem mais do que 10 segundos de duração.
Mas é aqui que tudo começa a ficar interessante e bem elucidativo da palhaçada que é o mundo virtual porque maioritariamente é frequentado por gente de carne e osso sem interesse nenhum.

Cá vai a minha questão.

Estes néscios gostaram de quê se nada viram?

É que o vídeo tem até agora 12 vizualizações mas 104 likes, ou seja, 92 não sabem sequer em que é que fizeram like.
Se eu soubesse, tinha posto uma legenda no fim a dizer 'Your mother is a whore!'


#goplayoutside

 

InstaLikes.jpg

Cada cavadela, cada minhoca

16
Jan17

Mais uma história triste, entre tantas outras, do mau uso que se dá às redes sociais.

Graças a um destaque do SAPO, fui descobri-la no blog Caixa dos Segredos.

O post em questão é o InstaStories: O Novo BigBrother Famosos.

 

Famosos, vá-se lá saber porquê. Normalmente pelas piores razões. Há uns anos, tinha que se trabalhar para se ser famoso. Hoje, tem de se ficar famoso para arranjar um biscate.

"Famoso" ou não, anda tudo alienado. Cada vez mais. Não quero ser profeta da desgraça nem entrar em teorias da conspiração mas já ninguém quer saber da sua liberdade para nada. Apenas se limitam a seguir e, grosso modo, gente de merda. Quer seja a sopeira do 5º esquerdo, quer seja a socialite que mata a fomeca com os croquetes das festas onde se consegue pendurar, tudo serve para seguir.

As pessoas vivem a vida dos outros, enquanto a deles, por muito miserável que seja, lhes passa ao lado.

 

Este tipo de alienação, fez-me recordar algo que se passou comigo há poucos dias.

Todo entusiasmado, contava uma determinada história a uma pessoa. O telefone apitou no seu bolso. Acto contínuo, quem nem uma fumadora inveterada na busca de mais um cigarro, desligando de forma imediata e automática do que eu dizia, deitou-lhe a mão, ligou-o, conferiu a notificação…

-Ah, é uma mensagem da fulana tal mas não vou responder agora.

 

Que magnânima para comigo, não foi?

 

* Provavelmente, em 90% dos momentos em que não estou sozinho, coloco o telemóvel em silêncio.

No cinema, durante uma refeição em que esteja acompanhado, se vou beber café com alguém, se estou a ter uma conversa interessante, and so on and so forth

Em silêncio absoluto, porque também não deixo a vibração ligada para me fazer cócegas na virilha.

Mas isto sou eu, que sou atrasado mental.