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Pedro Nogueira Photography

Um blog para mostrar as minhas fotos e para escrever sobre tudo o que me vier à cabeça …assim haja tempo.

Sá também já pede paciência

20
Fev12

Como seria de esperar, não é de um dia para o outro que se podem operar mudanças profundas na forma de jogar de uma equipa de futebol, menos previsível, ou talvez não e mais adiante já explico porquê, foi ter-se assistido, na minha opinião, à pior exibição da época, feita pelo Sporting Clube de Portugal, no Estádio José de Alvalade ou talvez mesmo de toda a temporada.

Diz o povo que com papas e bolos se enganam os tolos, no futebol, as papas e os bolos são os dados estatísticos. Senão vejamos. Posse de bola entre 65% a 70%. Superioridade inquestionável, dirão alguns mas a realidade é outra. Frente a um adversário mais fraquinho, o que já começa a ser difícil encontrar, o Sporting Clube de Portugal fazia rodar a bola com passividade e lentidão exasperantes, invariavelmente entre Rinaudo, Onyewu, Polga e até mesmo Patrício, levando os adeptos ao desespero. Mais tarde a “brincadeira” continuava mas com novos protagonistas. Carriço Polga e André Santos, já não passando tantas vezes por Patrício, desconfio eu, apenas por vergonha e medo de mais assobios.

Continuando a falar de estatísticas, tive oportunidade, após o encontro, de espreitar pelo canto do olho, ainda no Alvaláxia, que a Sport Oliveirinha anunciava 16 remates feitos pelo Sporting Clube de Portugal. Muito sinceramente, o único remate que eu vi fazer, foi o de Wolfswinkel, através de uma grande penalidade que acabou por não concretizar (marcou pela última vez a 6 de Novembro de 2011).

O golo leonino nasce de uma bola “pingada” para área a que Ricardo se encarrega de dar a pior direcção para a sua equipa, fazendo um autogolo.

Pior do que não ter visto 16 remates em lado nenhum, foi ter visto que, se não fosse, mais uma vez, “São Patrício”, em pelo menos duas intervenções de superior qualidade e mais um ou outro lance em que valeu a fraca pontaria adversária e o resultado teria sido bem diferente. Num desses lances, foi trágico ver Carriço, completamente impotente, a ser ultrapassado por fora e a fazer lembrar um bom desenho animado do Road Runner. Bip Bip!

Explico agora o que atrás referi quanto à previsibilidade da má exibição, tendo de recuar um pouco no tempo.

Se na curtíssima passagem de Domingos pelo Clube, quem escolhia os jogadores era a direcção empossada, tendo-se visto no início da época, a insistência em Postiga e Djaló, com o intuito de os colocar na “montra” e vendê-los. Um saiu ao preço da uva mijona e outro, até ver, a custo zero mas a ordem é rica e os frades são poucos, já que se tinham gasto quase 50 milhões de euros em 19 novos jogadores, alguns deles, com lesões crónicas.

Mais tarde, começou a insistência nesses lesionados crónicos pagos a preços astronómicos e dos quais os suspeitos do costume, alegadamente, tiraram proveito através de chorudas comissões.

O leque de escolha é cada vez menor, já que não há jogo em que não vá mais um para o “estaleiro”, tendo ontem sido a vez de Rinaudo e Onyewu.

Se na época de Domingos, que, quer se goste ou não do treinador, foi despedido da forma mais baixa e vil que há memória no Sporting Clube de Portugal, apareciam todos a falar, cada um para seu lado, em alturas de vitória e escondendo-se que nem ratos, deixando o treinador sozinho, em alturas de derrota, agora, na era Sá Pinto, e apenas de Sá Pinto porque, nesta fase, não há dinheiro nem alternativa para mais nem melhor, calados que nem ratos, perante o facto consumado de um projecto que, só não está falido, porque nunca existiu, falido está o Clube, a direcção empossada já tudo permite, já tudo aceita.
Quem joga agora?

Aqueles que todos criticavam e assobiavam quando eram opção de Domingos. Daniel Carriço, André Santos, Pereirinha, em suma, jogam os amigos de Sá Pinto.

Uma nota final para o speaker do estádio, com laivos de vendedor de feira, a quem os adeptos teimam em dar resposta, fazendo assim com que o indivíduo não se cale de vez. Dizia ontem, no final do jogo. “Contra tudo e contra todos, ganhámos mais uma vez. Obrigado Sportinguistas, vamos continuar unidos.”
O que é isto?

Contra tudo e contra todos?

Só se o cavalheiro se estiver a referir àqueles que nos últimos anos mais têm prejudicado o Clube e que foram as diversas direcções do mesmo, mas duvido, já que o mesmo também faz parte da estrutura.

Continuar unidos?

Se os Sportinguistas estivessem unidos e, maioritariamente, não fossem de compreensão lenta já o cavalheiro tinha uma rolha na boca há muito tempo e os dirigentes do Clube teriam sido outros desde o descalabro financeiro que foi a presidência de José Roquette.
Acordem Sportinguistas!

Saudações Leoninas!

Para aqueles que como eu, este ano, já foram ao Estádio José de Alvalade assistir a 20 jogos, talvez tenham algum interesse em consultar a tabela actualizada, com as estatísticas das assistências.

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