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Pedro Nogueira Photography

Um blog para mostrar as minhas fotos e para escrever sobre tudo o que me vier à cabeça …assim haja tempo.

Blackout a la Lopes

21
Abr12

Como sócio do Sporting Clube de Portugal, não leio pasquins, como tal, não li, nem vou ler a entrevista encomendada pelo senhor Lopes.

Para quem estava em blackout, aparecer agora, em vésperas de uma AGE, como se estivesse em campanha eleitoral é, no mínimo, mais do mesmo a que já nos tem habituado.

Se dúvidas houvesse em relação à integridade moral desse senhor – desculpem-me a presunção mas eu nunca as tive – ficaram agora dissipadas em definitivo com a atitude tomada relativamente ao chamado “Caso PPC”.

Das duas uma, ou faz parte da alegada trama ou tem rabos-de-palha e está a ser chantageado.

Como diz o povo, “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”.

Salvaguardando e respeitando sempre o direito à presunção de inocência, considero no entanto que o não afastamento imediato de Paulo Pereira Cristóvão de todas as funções que ocupa no Sporting Clube de Portugal, manchará para sempre o bom nome de um clube centenário que nunca se viu envolvido em esquemas semelhantes, podendo mesmo arrastá-lo para o fundo do abismo do qual já se encontra à beira desde que se iniciou o projecto Roquette e que até aos dias de hoje mais não tem feito do que delapidar património, quer imóvel, quer humano.

Não se esqueçam pois que todos os que com isso pactuaram serão moralmente responsáveis por aquilo que vier a acontecer ao clube.

Um clube onde já apenas sobra uma academia em Alcochete e que também está em vias de ser vendida, enviando assim o Sporting Clube de Portugal, de malas aviadas para casa emprestada, em Odivelas e de onde apenas sairá para vir a Lisboa, ao Estádio José de Alvalade, que entretanto também mudará de nome, para jogar futebol.

O poder passará em definitivo para a SAD e os sócios deixarão de ter qualquer voto na matéria.

Estamos no fim da linha no que ao associativismo diz respeito.

Muito mais haveria para escrever mas apenas seria o repetir do que já ando a escrever há mais de um ano.

Pior do que tudo isto, é perceber que em termos de alternativas, a montanha pariu um rato.

Aqueles de quem se esperava um sinal claro de oposição, por exemplo, relativamente ao “Caso PPC”, apenas para citar o caso mais recente, remeteram-se a um assustador e sepulcral silêncio, não augurando nada de bom para o futuro próximo e mais uma vez, como diz o povo “Quem cala, consente”.

Saudações Leoninas!