Pedro Nogueira Photography

Agosto 10 2012

Quem leu este post sabe que Godinho Lopes prometeu resposta. Deu na altura conhecimento a José Silva e Costa e a V.F.N.Barreto, respondeu agora Henrique Cunha :)

Aqui fica a referida resposta e a minha réplica.

Se não tiverem paciência para ler tudo, eu compreendo mas estava a causar-me alguma impressão não responder a tanta incongruência.

 

Escreveu Henrique Cunha:

Caro Senhor Pedro Nogueira :

 

Li com atenção o seu e-mail, que agradeço. Passo a dar-lhe as explicações pertinentes ás reclamações apresentadas :

 

Revista pessoal: a Lei nr. 39/2009 incumbe aos Clubes organizadores dos jogos a responsabilidade pela segurança geral dos eventos. O SCP tem assim, tal como os restantes clubes, que determinar os procedimentos de revista, considerando todos os aspectos associados : identificação de objectos proibidos, cadência de entradas, tempos de espera, probabilidade de ocorrência de ilícitos, etc. A politica actualmente em vigor passa por não fazer revista nos canais de acesso ás zonas Corporate e aos Lugares de Leão ( ou fazer apenas mediante indícios denunciadores ), fazer revista selectiva ( por amostragem ) nas portas de publico e fazer revista efectiva nas alturas em que entram os elementos associados ás claques ( obrigatório por lei ). Não se trata de descriminação, trata-se por um lado de cumprir a lei e por outro tentar conciliar uma redução dos tempos de espera nas filas com o risco associado á entrada de objectos perigosos. Se o critério fosse a igualdade de tratamento, teríamos que revistar todas as pessoas, o que associado ao facto de 70% dos espectadores chegarem na ultima meia hora, conduziria a congestionamentos insuportáveis.

Contrariamente ao que afirma, as claques não têm um corredor próprio; as claques entram por todos os canais de publico. Não há forma de os diferenciar no inicio das filas, uma vez que são adeptos com a sua gamebox, igual ás dos restantes adeptos.

A introdução de objectos proibidos no interior do estádio por parte de alguns adeptos associados ao SCP, é para nós uma constante preocupação. Muitos artefactos são identificados á entrada e apreendidos e noutros casos a própria PSP intercepta-os e actua em conformidade. Infelizmente não se conseguiu ainda erradicar este problema. Caso o prezado Consócio nos queira ajudar a identificar a “gente do e ao serviço do próprio Sporting”, conivente com estas situações, ficar-lhe-íamos bastante gratos.

A entrada de alimentos está efectivamente condicionada face aos acordos comerciais que temos com os nossos parceiros operadores. Trata-se uma prática comum noutros estádios. Todavia, estão desde sempre previstos a entrada de agua ou de alimentos quer para crianças quer para adultos com patologias que obriguem a esse consumo e caso comprovem essa necessidade.

Estamos sensíveis ás situações particulares e aceitamos sugestões que nos levem a resolve-las de forma expedita, sem pôr em causa os princípios gerais de acesso do publico ao estádio.

Lembramos que havendo qualquer situação anormal na entrada ou durante a permanência no interior do Recinto, poderá de imediato contactar a linha de Apoio ao Adepto : 961 844 951.

 

Saudações Leoninas,

 

Henrique Cunha

( Director de Instalações e Operações )

 

 

Aqui fica a minha resposta:

 

Caro Consócio Henrique Cunha,

 

Muito obrigado pelo seu e-mail.

Permita-me no entanto algumas notas já que a sua resposta, apesar de simpática e cordial nada acrescenta e está cheia de contradições. Apenas constata os factos que eu referi e que a muitos indigna, embora não tenham a mesma paciência que eu para andarem, como diz o povo, a “chover no molhado”.

Considero interessante o facto de mencionar a Lei nr. 39/2009 para logo de seguida referir "A política actualmente em vigor passa por não fazer revista nos canais de acesso às zonas Corporate e aos Lugares de Leão".

Mas então a lei é ou não para cumprir e é ou não igual para todos?

Se dúvidas houvesse, a prova cabal de que existe de facto descriminação, está precisamente quando refere "Se o critério fosse a igualdade de tratamento, teríamos que revistar todas as pessoas…"

As contradições nas suas respostas sucedem-se em catadupa. Ora menciona "fazer revista efectiva nas alturas em que entram os elementos associados às claques (obrigatório por lei)" para mais à frente referir "Não há forma de os diferenciar no início das filas, uma vez que são adeptos com a sua gamebox, igual ás dos restantes adeptos."

Se as claques não têm um corredor próprio, explique-me por favor, se quiser e puder, o que significam na Porta 3 os corredores da esquerda com a indicação "Claques".

Não seria minimamente inteligente e mais prático para todos se os adeptos que entram para os sectores reservados às claques tivessem cartões diferentes e criar corredores independentes para a sua entrada?

Quem faz Gameboxes cor-de-rosa para as senhoras também as pode fazer de outra cor para os membros das claque e/ou frequentadores dos sectores onde as mesmas se instalam.

Percebo e aceito que seja impossível existir 100% de eficácia relativamente às revistas mas é inadmissível que se confisquem mais sandes e rebuçados do que petardos e fumos e isso só acontece porque, apesar de as tornarem bode expiatório da vossa ineficácia, vos interessa ter as claques satisfeitas, nem que seja com a tal cervejinha que um certo ex-vice presidente tanto gostava de referir e aliado a isso, preferem defender interesses comerciais alheios - ou de amigos - em detrimento de mais algum bem-estar que poderia ser facultado aos sócios, muitos deles, nos dias que correm, fazendo sacrifícios para estarem sempre presentes.

No meu caso é mesmo a opção de não comer lixo e como é fácil aferir que nada mudará, não será difícil nem criminoso começar a fazer passar uma saudável sandes caseira pelos mesmos corredores por onde também passam alguns artefactos pirotécnicos, ou seja, pelos corredores dos tais "lugares sagrados". Isto, claro está, enquanto não me fartar de renovar as Gamebox (cá da família, são quatro).

Quanto à "prática comum noutros estádios" que também refere permita-me apenas dizer-lhe que o meu clube é o Sporting Clube de Portugal, outros há que também têm como prática comum oferecer prostitutas a árbitros e nem por isso me revejo em tal acto.

Como não me furto às questões, quando referi "alegadamente com a conivência de muita gente do e ao serviço do próprio Sporting Clube de Portugal" terá que ser o caro Henrique Cunha ou alguém do clube a responder a isso e não eu, já que não conheço o nome dos funcionários que permitem a elementos das claques, fazerem entrar os mais diversos adereços pelos acessos ao fosso, passando os mesmos pelo piso 2 do estacionamento.

Mas a minha "guerra" não é nem nunca foi com as claques, sportinguistas de verdade e onde até tenho alguns amigos e contra as quais nada tenho contra desde que se saibam comportar embora reconheça que por razões óbvias mereçam atenção redobrada.

A minha revolta é contra a estupidez daqueles que pensam que é com medidas sectárias por um lado e protegendo interesses comerciais de terceiros em detrimento dos sócios por outro, já para não referir a política de preços e outras que não vêm agora ao caso que conseguem atrair mais adeptos ao estádio. Não admira pois, que tenham de se multiplicar em campanhas no mínimo de resultado duvidoso para remediar o que não tem remédio. Ou seja, menos público. Só no jogo de apresentação desta época foram menos 18934 espectadores do que no jogo de apresentação da época passada.

Enquanto os sócios não sentirem que verdadeiramente beneficiam pelo facto de o serem, a tendência não será invertida. De há muito tempo a esta parte que o sócio, ao contrário do que na minha óptica deveria ser, é quem mais paga. Paga adiantado e acaba por ser mal servido já que depois, ao longo da época se verificam ofertas de bilhetes para quem com nada contribui para o clube como foi, apenas a título de exemplo, já que mais houve, o caso do jogo Sporting-Manchester City da época passada, depois de pedirem 25 euros por um bilhete a um sócio com GB de Central B como é o meu caso, andaram a oferecer bilhetes para compor as bancadas. Isso é insultuoso para qualquer sócio que, como os da minha família, pagam a tempo e horas.

Este ano as tristes figuras começam mais cedo. Já anda o Jubas a oferecer Gameboxes pelo Jardim da Estrela.
Se julgam que é assim e a pintar mastros que levam o clube ao destino que merece, os sportinguistas que se preparem para o pior.

 

Saudações Leoninas,

 

Pedro Nogueira

 

P.S. A minha questão sobre a segurança, ou falta dela, desde os torniquetes até à bancada B ficou por responder.

 

publicado por / published by Pedro Nogueira às 01:14

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